Castro obtém cessão de 37 km de linha férrea para obras de infraestrutura e urbanismo

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Uma articulação entre o Governo Federal e municípios da região dos Campos Gerais deu início ao processo de transferência de trechos da malha ferroviária desativada (EF-153 / Rumo Malha Sul) para a gestão municipal. Por Eiboo Parnangura/ parnngurnoticia.com/ Imagem IA Em Castro, a medida abrange 37,7 quilômetros de extensão, sendo 11,5 quilômetros localizados na área urbana.
A iniciativa foi viabilizada por meio de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado com o Ministério dos Transportes, intermediado pelo deputado federal Aliel Machado (PV). Além de Castro, o projeto contempla os municípios de Carambeí, Ponta Grossa, Arapoti, Jaguariaíva, Piraí do Sul e Ventania, que também possuem trechos ferroviários sem viabilidade comercial.
Impactos no planejamento urbano
Com a formalização da cessão, a Prefeitura de Castro terá autonomia para utilizar a faixa de domínio ferroviário em projetos de mobilidade e infraestrutura. Entre as intervenções previstas estão:
Abertura de vias: Construção de avenidas para melhoria do tráfego urbano.
Espaços públicos: Implantação de parques lineares, ciclovias e áreas de lazer.
Ordenamento territorial: Intensificação da fiscalização para coibir ocupações irregulares na área delimitada.
Segundo as diretrizes contratuais, após a homologação da concessão, a administração municipal deverá cumprir um interstício de seis meses antes de iniciar as intervenções físicas no local. O período será destinado ao detalhamento dos projetos engenheirados.
Requalificação de patrimônio histórico
O projeto inclui a revitalização da Ponte Férrea sobre o Rio Iapó, situada na região da Prainha. Inaugurada em 1899 e tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), a estrutura metálica de 144 metros passou por manutenção estrutural recente, mas permanece sem tráfego por razões de segurança.
A proposta do município prevê a conversão do local em um complexo turístico e travessia exclusiva para pedestres e ciclistas, integrando o monumento histórico ao sistema de mobilidade ativa da cidade.
Próximas etapas
Com a assinatura do ACT, têm início os estudos técnicos para delimitação final da área e definição das responsabilidades operacionais entre as esferas de governo e as administrações locais.

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