
A Polícia Civil da Paraíba segue com as investigações sobre a morte do motorista de aplicativo e criador de conteúdo Washington Rodrigo, de 33 anos, ocorrida em um hotel no bairro de Manaíra, na capital paraibana. Por Eiboo Parnnguara/ parnanguanoticias.com Imagem IA
A dinâmica dos fatos e a versão da defesa
O principal suspeito do crime é um jovem de 17 anos, apreendido pelas autoridades.Segundo o advogado de defesa do adolescente, Dr. Ariolan Fernandes, o jovem havia viajado ao estado sob o pretexto de realizar atividades religiosas e palestras em igrejas locais, apresentando-se como pregador e influenciador no meio evangélico. Registros em redes sociais mostravam o menor atuando em cultos e ministrações.
No entanto, as investigações apontam um histórico diferente por trás do perfil público do jovem. A Polícia identificou que o adolescente já respondia por mais de dez atos infracionais no Rio Grande do Norte. De acordo com os levantamentos, ele utilizava identidades falsas nas redes sociais — apresentando-se como servidor público e professor — para se passar por adulto e agendar encontros.
Documentos adulterados também teriam sido usados para fazer o check-in no hotel e ocultar sua menoridade, mesmo método aplicado no dia do encontro com a vítima.
Perícia e andamento do processo
Os laudos periciais e a análise do local do crime indicaram que a vítima foi imobilizada antes de falecer. O corpo de Washington foi encontrado com as mãos algemadas e a causa da morte foi confirmada como asfixia mecânica.
Diante das evidências técnicas coletadas pela perícia, a própria defesa do adolescente reconheceu que os elementos do caso inviabilizam a tese de legítima defesa. O jovem permanece à disposição da Justiça do RN e da Paraíba, onde o processo segue sob os trâmites legais cabíveis para atos infracionais praticados por menores de idade.

