​A Sombra da Barbárie: O Extremismo como Inimigo da Democracia e da Razão

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Em uma sociedade que se pretende civilizada, a violência criminal mascarada de ideologia não é apenas uma infração da lei — é uma agressão direta às bases da convivência humana. (Fonte canallinguasolta.com) Quando fanáticos e extremistas trocam o debate técnico, o contraditório e o Estado de Direito pelo vandalismo, pela intimidação e pelo fogo, eles rompem com a civilidade e escancaram a sua verdadeira face: o culto à barbárie.
​O extremismo de extrema-direita é covarde por natureza. Desprovido de argumentos capazes de resistir ao escrutínio da razão, esse campo radical apoia-se historicamente na ameaça anônima, no pânico social e na destruição física como ferramentas privilegiadas para tentar se impor. Onde a inteligência falha, a força bruta se manifesta. Onde faltam propostas reais e democráticas para o país, sobram atos de terrorismo e sabotagem que atentam contra a memória, a ciência e a própria soberania popular.
​A história política do Brasil expõe com clareza como o terrorismo e a violência sistêmica sempre foram métodos constitutivos da extrema-direita para desestabilizar a ordem democrática e frear avanços sociais:
​O Atentado do Riocentro (1981): A tentativa frustrada de explodir bombas em um show de comemoração do Dia do Trabalhador, com milhares de civis reunidos, visava incriminar a oposição e travar a reabertura política. Revelou a atuação direta do terrorismo de Estado e da linha-dura militar radical dispostos a chantagear a nação pelo medo.
​O Plano em Quartéis (1987): A articulação envolvendo o então capitão Jair Bolsonaro e outros oficiais para explodir artefatos de baixa potência em instalações militares e na Adutora do Guandu — resultando na sua prisão e posterior julgamento — expôs como a cultura da bomba, do atentado e do golpismo corporativo acompanhou a formação do extremismo militarista.
​A Tentativa de Golpe de 8 de Janeiro de 2023: Décadas depois, os ataques terroristas em Brasília reacenderam essa mesma alucinação ideológica. A invasão, a pilhagem e o vilipêndio das sedes dos Três Poderes representaram uma tentativa grotesca de soterrar a democracia, orquestrada por milícias e golpistas da extrema-direita contemporânea.

Ataques ao Conhecimento (UFPE): O mesmo ecossistema de ódio manifesta-se no obscurantismo cotidiano, como no incêndio de instalações de pesquisa e acervos científicos na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Destruir laboratórios e intimidar a comunidade acadêmica é a expressão mais pura da barbárie anti-intelectual: odeia-se o saber porque a ciência exige o pensamento crítico que o fanatismo nega.
​Tratar atrocidades praticadas pela extrema-direita sob o pretexto de paixão política com leniência, conciliação ou passividade é um erro histórico gravíssimo. Acomodar-se diante do fascismo e do radicalismo só serve para encorajá-los.
​Ataques e métodos terroristas devem ser veementemente reprimidos, sem concessões nem anistia. Exige-se a investigação implacável, o desmantelamento das redes de propaganda radical, a punição severa e exemplar de executores e a asfixia financeira e política de seus financiadores e líderes. Contra o terror, a barbárie e o obscurantismo, a única resposta aceitável é a aplicação inflexível e descompromissada da força do Estado de Direito.

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